Trabalhadores dos Correios definem calendário de luta com indicativo de greve

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União foi a palavra que norteou a 40º Plenária Nacional da Fentect. Durante os dias 26 e 27 de janeiro, representantes dos sindicatos filiados à federação se reuniram para definir o calendário de lutas e mobilizar a categoria contra os ataques que estão sendo implementados pela direção dos Correios.

Além das análises das conjunturas nacional e internacional, foram realizados debates sobre as condições de trabalho dos funcionários dos Correios, reestruturação da empresa, entre outros.

Em relação ao plano de saúde, a categoria exige, além de melhorias pontuais, que não haja nenhuma cobrança de mensalidades. Segundo a proposta apresentada pelos Correios, o trabalhador pagaria um valor fixo, baseado em sua faixa etária, referência salarial e  no número de dependentes, mais o compartilhamento de 10% a 30% sobre consultas e outros procedimentos.

A Comissão Paritária, composta por membros escolhidos pela Fentect, esteve debatendo com a direção da empresa e propondo melhorias para o plano de saúde. O grupo defende o retorno do modelo antigo de autogestão, em que o plano era gerido pelo departamento de Recursos Humanos (RH); a criação de um mecanismo de governança em que os trabalhadores participem das decisões relacionadas ao plano e a reabertura imediata dos ambulatórios e do plano de benefícios de medicamentos.

Para a presidenta do sindicato, Amanda Corcino, é importante que a categoria esteja unida para barrar os retrocessos impostos pela direção da empresa. Ela acredita que a reestruturação dos Correios, implementada pouco a pouco, é início da entrega do patrimônio público à iniciativa privada.

“Nós, ecetistas, precisamos nos atentar às mudanças propostas pela direção da empresa, camufladas de melhorias. Precisamos nos unir para defender nosso plano de saúdet, conquistado depois de muitas lutas dos trabalhadores. Os Correios têm condições de oferecer um plano de saúde de qualidade sem a necessidade de mensalidades”, disse.

Calendário de lutas

 

  • 30/01- Entrega do relatório final com as propostas de melhorias da Comissão Paritária;

 

 

  • Até 03/02- Confecção do material de mobilização com deliberações da 40º Plenária Nacional da  Fentect;

 

  • 07/02 a 15/02- Assembleias para avaliação do relatório final da Comissão Paritária com indicativo de greve para 15/03, ou a qualquer momento em que houver descumprimento/alteração no ACT 2016/2017 nas cláusulas relacionadas ao Plano de Saúde;

 

  • 18/02 a 19/02- Seminário Nacional;

 

 

  • 20/02-Ato Nacional em Brasília;

 

 

  • 01/03 a 12/03- Seminários Regionais e agitação nas bases;

 

 

  • 15/03- Indicativo de greve (em adesão à greve geral a ser definida pelas Centrais);

Eixos

 

  • Contra as reformas previdenciária e trabalhista;

 

  • Fim do DDA, OAI e CDD virtual;

 

  • Entrega matutina;

 

  • Concurso público;

 

  • Contra a privatização dos Correios;

 

  • Fora Temer.
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