Na Câmara, mulheres protestam contra reforma da Previdência

“Nós somos sempre quem mais sofre com qualquer retirada de direitos, pois representamos mais da metade da população brasileira e somos mães do restante”, lembrou a secretária de Mulheres da CUT Brasília, Sônia de Queiroz.

Mulheres de diversos coletivos e parlamentares protestaram nesta quarta (1), na Câmara dos Deputados, contra a proposta de reforma da Previdência do governo ilegítimo de Michel Temer. Segundo elas, as mulheres serão as mais prejudicadas com a proposta, que dentre outras medidas, pretende estabelecer idade mínima de 65 anos, para homens e mulheres, para ter acesso à aposentadoria.

“Seremos as mais prejudicas nesta reforma. Isso não é uma reforma, a previdência não está deficitária. Pelo contrário, ela tem recursos suficientes, mas eles, com essa justificativa, querem tirar direitos. Imaginem nós, mulheres, que trabalhamos em tripla jornada. Como mulher negra, quero dizer que somos as mais prejudicadas, porque sempre recebemos menos e trabalhamos mais”, afirmou a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ).

O ato foi organizado por movimentos sociais e entidades sindicais e contou com o apoio da Bancada Feminina do PT. Para a deputada Erika Kokay (PT-DF), é preciso mobilizar o conjunto da sociedade brasileira para impedir a destruição da previdência social e um retrocesso ainda mais grave para as mulheres.

“Esta reforma vai atacar de forma muito violenta as mulheres. O reconhecimento de que as mulheres têm a dupla ou tripla jornada e trabalham mais do que os homens em atividades não remuneradas foi o que fez com que o constituinte determinasse que elas tivessem uma aposentadoria com menos tempo de contribuição para o sistema”, argumentou a deputada.

“Essa reforma retira direitos das mulheres trabalhadoras do campo e da cidade”, acrescentou a deputada Maria do Rosário (PT-RS).

“A democracia está sendo ferida de morte com essa reforma da Previdência”, disse a deputada Benedita da Silva (PT-RJ), outra parlamentar petista que participou do evento, que teve um manifestado assinado pelas seguintes organizações: Marcha das Margaridas, Movimento de Mulheres Camponesas, Secretaria de Mulheres da CUT-DF, Secretaria de Mulheres do PT-DF, Coletivo Rosas pela Democracia, Marcha Mundial de Mulheres, Sempre Viva Organização Feminista, Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF), Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFMEA) e Fórum das Promotoras Legais Populares.

Fonte: CUT Brasília com informações da Rede Brasil Atual e gabinete da deputada Érika Kokay

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