O golpe que arruína o país

No último dia 31, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) que apresentou o crescimento do desemprego no país entre o início de 2015 e o final de 2016, período em que o golpe de Estado, resultante no impeachment da presidenta Dilma e na instalação do governo ilegítimo de Michel Temer, foi orquestrado e instaurado.

Segundo o estudo, no último trimestre de 2016, a população sem ocupação fixa no Brasil apontou um crescimento de 36% em relação ao mesmo período do ano anterior, num total de mais 3,3 milhões de pessoas desocupadas. Enquanto que o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado diminuiu de 35,7 milhões, em 2015, para 34,3 milhões no final do ano passado. Uma comprovação estatística de que o golpe de 2016 está levando o país à bancarrota.

Vale assim dizer que, de 2014 para 2016, o número de homens e mulheres sem trabalho cresceu 74,4%, efeito direto da crise que desestrutura drasticamente o mercado de trabalho.

Então, sem a mínima dúvida, o trabalhador brasileiro é o alvo e os ataques vêm de todos os lados.

Rodrigo Rodrigues, Secretário Geral da CUT Brasília, salienta que o crescente desemprego é apenas um índice da violenta regressão social que está sendo imposta à classe trabalhadora. “As políticas recessivas do governo ilegítimo de Michel Temer fazem parte de uma trágica ofensiva contra os fundos públicos, os salários, direitos e garantias trabalhistas”, define o dirigente ao atentar que o estado é de alerta.

Ele observa que esse é o momento em que os trabalhadores e trabalhadoras precisam voltar sua atenção incondicional ao Congresso Nacional que retoma os trabalhos nesta quarta (1), após um recesso de 50 dias. “É de consenso que apenas a unidade dos movimentos será capaz de barrar as aviltantes reformas (da Previdência, Trabalho e Ensino Médio) e todo o conjunto de medidas que penaliza o povo brasileiro e, em momento algum, poderemos recuar, sob pena de contrairmos prejuízos incalculáveis para a atual e futuras gerações”.

O secretário CUTista chama à atenção aos embates que virão. “Devemos lembrar que estamos vivendo um delicado momento marcado pela restrição das liberdades democráticas, com uma significativa ampliação da repressão, e isso é observado através do empenho das forças de direita em tentar marginalizar as lutas populares. Mas, seguiremos combativos por nenhum direito a menos e nenhum passo atrás”, garantiu.

Ao apresentar os textos das reformas ao Congresso, o golpista Michel Temer pediu pressa aos parlamentares, então, segundo Rodrigo,“estamos correndo contra o relógio”.

Fonte: CUT Brasília com informações do IBGE

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