Ato reafirma unidade das mulheres contra o roubo de direitos

A cor lilás, que representa o feminismo e a luta de milhares de mulheres por igualdade de gênero e direitos, coloriu Brasília neste dia 8 de março, Dia Internacional de Luta da Mulher. Milhares, vindas de diversos pontos do DF e da região do Entorno, desceram o eixo Monumental, cantando, entoando palavras de ordem e se contrapondo a toda forma de preconceito, repressão e retiradas de direitos.  Entre elas, sindicalistas, trabalhadoras do campo e da cidade, das águas e das florestas, negras e brancas, relembraram a importância deste dia de luta, que marca tantos avanços e tantas dores sofridas no decorrer da história.

Foram momentos de reafirmação da resistência contra os retrocessos do atual período político, o mais nefasto, quiçá o mais devastador, para toda a classe trabalhadora.  As reformas da Previdência e trabalhistas foram duramente repudiadas pelas manifestantes.

Susana Silva, 21, estudante, negra e feminista, veio de Ceilândia para se juntar a marcha. “O mundo precisa do feminismo. Apesar dos avanços, todos os dias, sofremos com ataques machistas. Ainda somos mal remuneradas, ocupamos os piores empregos… Por isso, essa luta deve ser constante”, afirmou.

Já a secretária de Mulheres Trabalhadoras da CUT Brasília, Sônia de Queiroz, relembrou que a luta é, principalmente, contra esse governo usurpador de direitos. “Viemos às ruas dizer não ao ilegítimo Temer e seu Congresso preconceituoso e patriarcal. Nossos direitos estão sendo duramente roubados com esta nefasta Reforma da Previdência e precisamos barrar mais esse duro golpe contra a classe trabalhadora e, principalmente, as mulheres, que são as maiores vítimas”, disse a dirigente.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT) participou da marcha e garantiu que este Ato Unificado vai ficar marcado na história das mulheres feministas. “Invadimos as ruas para dizer a esse governo misógino e machista que somos contra a reforma que ataca as mulheres. Vamos lutar contra toda forma de retrocesso e o enfrentamento vai ser constante. Não sairemos das ruas”, afirmou a congressista.

As atividades do Coletivo de Mulheres da CUT Brasília para o mês da mulher não se encerram com o Ato Unificado. Nos dias 9 e 10, as mulheres participarão do seminário sobre a Reforma da Previdência e Ação Sindical promovido pela Central Única dos Trabalhadores e o Dieese. Na segunda (13), realizarão panfletagem no metrô. Na terça (14), o ato de panfletagem e conscientização será nos semáforos, em pontos estratégicos do DF. Na quinta (15), aderirão a Greve Nacional da Educação e na sexta (16), será a vez de participarem da Audiência Pública que ocorrerá sobre recorte de gênero na Câmara Legislativa.

Sônia de Queiroz finaliza conclamando todas as mulheres a virem defender os seus direitos. “Todas nós, mulheres, sem distinção, estamos sofrendo sérias ameaças e não podemos afrouxar na resistência. Por nenhum direito a menos, continuaremos na luta!”.

Fonte: CUT Brasília

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