Brasil só volta a crescer com presidente legítimo, defende Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou, mais uma vez, o desmonte da Previdência e dos direitos dos brasileiros. Durante ato contra a proposta do governo golpista para a aposentadoria, na Avenida Paulista, em São Paulo, Lula voltou a criticar a política econômica de Michel Temer e afirmou: “querem impor goela abaixo da sociedade uma reforma da aposentadoria”.

Lula ainda reforçou que o brasileiro não está “contente” com o atual governo. “Quem pensa que o povo está contente, esse povo só vai parar quando elegerem um governo democraticamente eleito”.

O ex-presidente exaltou a capacidade de luta dos movimentos sociais e da mobilização realizada neste dia 15 de março. “A gente tem que entender que somente o povo nas ruas e usando instrumento de luta, e somente quando tiver um presidente legítimo, a gente vai fazer esse país voltar a crescer”.

“Eu queria que o (Henrique) Meirelles e Temer ouvisse o recado de vocês. Querem resolver o problema da Previdência? Ao invés de fazer uma reforma para cortar direitos, façam a economia voltar a crescer”, disse para cerca de 200 mil pessoas que participavam do ato, segundo as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

“Querem resolver o problema da Previdência? Ao invés de fazer uma reforma para cortar direitos, façam a economia voltar a crescer”

“Quando nos geramos 22 milhões de emprego, quando todas as categorias tinham aumento acima da inflação, a Previdência crescia sua arrecadação”, lembrou o ex-presidente.

Sobre a proposta de desmonte da Previdência, Lula deu a solução e relembrou: “um dia nesse país nós resolvemos o problema da Previdência incluindo os pobres no orçamento”.

Lula cobrou que o governo golpista faça a economia crescer e gere empregos, ao invés de fazer reformas para tirar direitos. “Nós queremos ter o direito de voltar a sermos respeitados com dignidade”.

Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Lula na Paulista

Além disso, o ex-presidente condenou a transferência das estatais brasileiras ao mercado privado, com a venda de ativos da Petrobras e a abertura do pré-sal ao capital estrangeiro.

“O Temer deveria ser presidente de uma empresa, para vender o que ele produzisse e não vender os bens do povo brasileiro”.

Mais uma vez, o ex-presidente relembrou sucessos de seu governo na Presidência na República, como o respeito internacional conquistado neste período e criticou os retrocessos com as medidas implementadas pelo governo golpista. “Esse país já foi respeitado, era admirado nos Estados Unidos, Rússia, China, Índia, Argentina, África, América latina

“Hoje nós temos um presidente que não tem nem coragem de ir para a Bolívia e para o Uruguai”, criticou.

Para ele, o golpe aplicado contra a presidenta eleita Dilma Rousseff teve o intuito de colocar, na Presidência da República, “um cidadão sem nenhuma legitimidade para acabar com as conquistas sociais do povo”.

Veja aqui discurso na íntegra: