Congresso da CUT-MG reúne 5 mil pessoas para fortalecer luta contra reformas

Articulação Unidade na Luta parabeniza a CUT Minas Gerais

Para o coordenador da Articulação Unidade na Luta, o sindicalista Jacy Afonso, “a CUT Minas Gerais sob a liderança de Beatriz Cerqueira deu o tom de como deve ser os congresso extraordinários da CUT”.

Afonso lembra que a ideia de realizar congressos extraordinários em 2017 foi da CUT Brasília, sob a liderança de Rodrigo Britto, e aprovado pela direção nacional da CUT.

Por Rogério Hilário, da CUT-MG

Com a presença de cerca de 5 mil pessoas, o Congresso Extraordinário da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), que está sendo realizado na Assembleia Legislativa, começou na manhã desta sexta-feira (31). O Congresso tem na programação debates de conjuntura e os temas “Resistência e Lutas” e encerrará as atividades nesta sexta-feira com o ato do Dia Nacional de Mobilização, contra as reformas da Previdência Social, a reforma trabalhista e a terceirização, com marcha pelas ruas de Belo Horizonte. No sábado, está programado o Ato pela Memória, Verdade e Justiça, em frente à sede do antigo de Departamento de Ordem Política e Social (Dops), um dos símbolos da Ditadura Militar.

“Aos nossos mortos e desaparecidos, toda a nossa reverência. Lutadores e lutadoras que pagaram por suas vidas por tudo que nós defendemos. Que seus nomes permaneçam em nossos corações, que nós não os esqueçamos.         Que não nos acovardemos diante das lutas que têm que ser feitas. Nós sempre denunciamos um golpe, quando diziam que era revolução. A nossa singela homenagem e amanhã (neste sábado) levavemos todos as fotos para a porta do do prédio antigo do Dops, onde fazeremos o ato Justiça, Memória e Verdade para toda nossa Minas Gerais”, acrescentou a presidenta da CUT/MG.

“O Congresso foi pensado para 31 de março e 1º de abril, porque nestas datas a gente rememora o golpe de Estado de 1964, das lutas do golpe, se nós não rememorarmos a elite passa uma borracha neste período da história. E estamos novamente diante de um golpe. Vamos debater conjuntura e planejar a greve geral de 28 de abril. Fazer com que a greve seja realmente geral para barrar as reformas da Previdência e trabalhista e derrotar o governo golpista e ilegítimo”, disse Beatriz Cerqueira, presidenta da CUT/MG.

“O Congresso da CUT Minas é  um sucesso, pois foi construído junto com a classe trabalhadora  para dar um fim neste Temer, para retirar este maluco do governo. Fora, Temer”, afirmou Jairo Nogueira Filho, secretário-geral da CUT/MG.

A mesa de abertura foi composta por Beatriz Cerqueira; Jairo Nogueira Filho, secretário-geral da CUT/MG; Jorge Ferreira, da Adere; Joseleno Anacleto da Silva, Federação dos Trabalhadores em Agricultura Familiar de Minas Gerais (Fetraf-MG/CUT); Silvio Netto, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Soniamara Maranho (Movimento dos Atingidos por Barragens); Rogério Correia, deputado estadual (PT); Milton Resende, direção nacional da CUT; Bernadete Monteiro, Marcha Mundial de Mulheres, Natália Ramos, Levante Popular da Juventude. Todos fizeram uma breve saudação aos participantes, depois da mística do Levante Popular da Juventude.

“Nós da Adere compomos a CUT. Estamos presentes na luta contra a reforma da Previdência, pois nós, trabalhadores rurais, somos os mais atingidos. A idade para a aposentadoria das trabalhadoras rurais vai aumentar em dez anos se a PEC 287 for aprovada. Contem com a gente, vamos barrar esta reforma com a luta”, disse Jorge Ferreira, da Adere.

“Primeiramente: Fora, Temer. Parabéns aos que se mobilizaram para estar neste Congresso. Parabenizo toda esta mesa, esta liderança que tem aglutinado todas as forças, todos os movimentos de luta. A CUT é uma parceira e uma ferramenta que nos ajuda no dia-a-dia. Temos feito uma luta muito bonita junto com os professores. A nossa luta é permanente.  Não vamos permitir a reforma da Previdência. O mínimo que temos está sendo arrancado. Este projeto golpista não vai prevalecer neste Estado. Boa luta”, afirmou Joseleno Anacleto da Silva, da presidente da Fetraf-MG/CUT.

“Em nome do MST, eu cumprimento a CUT. A CUT Minas representa o MST. É uma aliada de primeira ordem. Este momento que vivemos em nível nacional é muito semelhante ao que vivemos há cinco anos, com o perfil dos ataques que sofremos em Minas, com o que enfrentamos no Brasil. Aqui em Minas apanhamos muito, principalmente porque estávamos apartados. O grande aprendizado que temos para passar para todo o Brasil, o papel central da CUT, é a unidade. Foi assim que derrotamos Aécio, Anastasia. Que vencemos o projeto neoliberal em Minas. Temos que garantir as vitórias nas ruas. E hoje é mais um passo no grande desafio, que é uma grande jornada de lutas, como o Quem Luta, Educa. Em nome do nosso movimento, Estou aqui para dizer que estamos aqui para construir esse grande projeto para o Brasil, que passa pela unidade. Viva a classe operária, viva os trabalhadores, viva os professores, viva a unidade”, disse Silvio Netto, do MST.

”Estamos muito felizes, porque o Congresso da CUT abre as portas e janelas para a gente construir a unidade de Minas Gerais. Nos últimos anos, construímos um projeto de Minas Gerais em que os trabalhadores fazem parte do processo. Hoje vivemos um golpe em nível nacional, que retira direitos historicamente conquistados pelos trabalhadores com muita luta e sangue. Estamos numa conjuntura de golpe, de defesa da democracia, mas de contradição no desmonte. Não temos mais tempo de lutar isoladamente. É o momento de trabalharmos em nossas organizações, mas com a bandeira nas mãos para irmos para as ruas, para defender este Brasil. O momento de muita animação para a classe trabalhadora, e de muita contradição dos golpistas. Viva a classe trabalhadora! Pátria livre, venceremos. Povos de todo mundo, uni-vos”, falou Soniamara Maranho, do MAB.

“Só para não esquecer: Fora, Temer. As últimas mobilizações demonstraram a força política que os movimentos têm. Iniciamos no dia 8 de março, com a força que a mulher trabalhadora tem e fomos para rua questionar este governo golpista. No dia 15, fomos de novo para as ruas e paramos este país, para dar resposta a esta política que quer tirar os direitos de homens e mulheres, quer voltar com a escravidão. Nós temos claro, que sozinho o movimento sindical não vai conseguir derrotar isso. Temos que construir a unidade de todos os movimentos e vamos derrotar este governo golpista e retomar o projeto popular. Acharam que iam nos calar, mas  vamos para luta até derrotá-los. E depois vamos derrotá-los nas urnas. Hoje estamos chamando todos. Nós vamos parar este país no dia 28 de abril. Juntos somos fortes”, disse Milton Resende, da CUT Nacional.

“O Congresso da CUT Minas na Assembleia é muito importante, porque aqui precisa ser um local de resistência ao golpe. A Assembleia formou duas comissões. Uma delas extraordinária para mostrar os malefícios da PEC 287 em todo o Estado e pressionar os deputados federais. Na quarta-feira (5), vamos fazer um acerto de contas cobrando a dívida da Lei Kandir, que retirou dinheiro de Minas. Para o dia 21 de abril, dia dos inconfidentes, o governador Fernando Pimentel fez um convite ao ex-presidente Lula para ser o orador. Me uni a vocês como militante social. Este Congresso é muito importante na luta pelo fora, Temer. As estratégias do Parlamento são para ajudar. O papel do parlamentar é ser um tribuno da luta popular. Quando Temer sair, começará a estratégia que enfrente a mídia e faça uma reforma  política institucional, porque as instituições hoje só servem a elite. Parabéns, a vocês, é muito orgulho e muita honra receber o Congresso da CUT na Assembleia”, afirmou o deputado estadual Rogério Correia.

“A gente não vai temer a ofensiva golpista. Estamos num processo de unidade e fortalecimento e reorganização de uma esquerda no Brasil, que passa por momentos importantes. Não podemos ficar cada um no seu canto e este Congresso dá um passo importante para exemplicar na prática o que é isso. Nós mulheres, negros e negras não vamos ser submetidos a um processo de machismo e racismo. Precisamos construir um projeto antirracista e feminista. O Congresso é um exemplo pedagógico disso. O processo de 8 de março, levou ao 15 de março, quando tivemos 150 mil pessoas nas ruas. Mas precisamos reconhecer que ainda não é suficiente. Se não formos milhões não vamos impor uma derrota aos golpistas. Temos que sair das caixinhas, como diz a Beatriz (Cerqueira, presidenta da CUT/MG). Mais do que nunca, a precisa ser maior a radicalidade, ampliar o diálogo com o povo e colocar milhões na rua. E mostrar ao Temer que a gente não vai temer, ele é que precisa ter medo da gente”, afirmou Bernadete Monteiro, da Marcha Mundial das Mulheres.

“Para mim é muito importante estar no Congresso Extraordinário da CUT/MG, o maior da história da Central. Ele é fundamental neste momento em que sofremos ataques constantes contra os nossos direitos e conquistas. Como a terceirização, que retira direitos sociais. Com as medidas da emenda 95, o SUS deixará de receber R$ 400 bilhões em 20 anos, neste momento em que o Brasil vive uma crise, onde as pessoas estão perdendo os planos de saúde.  Não podemos aceitar a criação de planos de saúde populares. O controle social é contra estes planos. Fora, Temer”, afirmou Ederson Alves da Silva, vice-presidente do Conselho Estadual de Saúde e da Direção Executiva da CUT/MG.

“O Levante Popular da Juventude ocupou a sede da rede Globo para fazer um protesto e  denunciar que a emissora de televisão continua apoiando o golpe e manipulando as informações. Não vamos ficar calados. A Juventude começou um escracho dos deputados também. A Juventude vai ser muito prejudicada com esta reforma da Previdência, que é um desmonte. A gente não vai aceitar que a Globo continue enganando a população. No Rio de Janeiro, bem cedo ocupamos a sede da Globo. Para milhões de pessoas irem às ruas temos que mostrar o que a mídia golpista vem fazendo. Esta luta não vai acabar aqui. O 31 de março vai ser um passo dos muitos que vamos dar para derrotar os golpistas”, disse Natália Ramos, do Levante Popular da Juventude.

A mesa seguinte, coordenada por Lucimar de Lourdes G. Martins, secretária de Mulheres da CUT/MG, e Aparecida de Oliveira Ribeiro Pinto, do Sinpro-JF, teve como palestrantes Carmen Foro, vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores; João Pedro Stédile, do MST; Emir Sader, sociólogo e cientista político; e Fátima Silva, secretaria Nacional da CNTE.

À tarde, a mesa de debate teve como tema “O Brasil sob o Estado de exceção e a criminalização das lutas populares”, com Jandira Uehara, secretária de Políticas Sociais da CUT Nacional; Patrick Mariano, advogado da Rede Nacional de Advogados a Advogadas Populares – Renap.

Anúncios

Deixe um comentário ou enviei um e-mail para: auldf13@gmail.com

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s