200 mil pessoas participam de ato marcado por repressão no DF

A grande manifestação do “Ocupa Brasília”, que pedia por Diretas Já, Fora Temer e contra a retirada de direitos dos trabalhadores, na tarde desta quarta-feira (24), transformou-se em um cenário de guerra com a forte repressão policial que marcou o dia.

Ainda pela manhã, mais de 200 mil manifestantes saíram do estádio Mané Garrincha até a praça dos Três Poderes. Os protestos começaram pacificamente, mas foram atingidos pela repressão ainda no começo da caminhada. Parlamentares do PT desceram a rampa do Congresso e se uniram à marcha, denunciando a violência.

Muitos deles afirmaram que o cenário de guerra recordou aos tempos da ditadura militar. A PM do Distrito Federal começou a jogar bombas de efeito moral, gás pimenta e gás lacrimogêneo nos manifestantes, além de disparar tiros de bala de borracha. Manifestantes foram atingidos e ficaram feridos.

A violência gerou indignação da população, movimentos sociais e dos parlamentares do PT. A situação se agravou quando o presidente golpista convocou as Forças Armadas para “garantir a lei e a ordem” no DF até o dia 31 de maio.

https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2FFrenteBrasilPopular%2Fvideos%2F1964021407153982%2F&show_text=1&width=560

O ato foi convocado pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, além das centrais sindicais e outros movimentos sociais. Inicialmente, a pauta principal era a resistência às reformas trabalhista e da Previdência proposta pelo governo golpista. Com a piora da crise do governo Michel Temer (PMDB), porém, o Fora Temer e o Diretas Já ganharam força.

https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fgleisi.hoffmann%2Fvideos%2F774675119376410%2F&show_text=1&width=560

Para o líder do PT da Câmara, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), a manifestação representa o Brasil inteiro numa única frente: fora Temer, diretas já e nenhum direito a menos.  “O objetivo anterior era protestar contra as reformas, agora é com os fatos que mostram que Temer não tem nenhuma condição de governar. A manifestação ganhou novo propósito pelas eleições diretas e retomada da democracia. Não existe possibilidade de acordo ou eleição indireta, que não seja as urnas”, disse.

A senadora Gleisi Hoffmann, líder do PT no Senado, também participou do ato e se manifestou nas redes: