Rui: A oportunidade do 6º Congresso não pode ser desperdiçada

A partir desta quinta-feira, 1o. de junho, instala-se o 6º Congresso Nacional do PT “Marisa Letícia Lula da Silva”, quando centenas de participantes de todos os Estados vão travar um debate decisivo sobre um conjunto de desafios para nós colocados, sobretudo nesta crise – econômica, política, social e moral — em que as elites precipitaram o Brasil.

Além do necessário balanço de nossos governos e da atuação do PT nos últimos anos, com erros, e acertos em maior número, está mais do que na hora de colocar no centro de nossos debates a definição de uma estratégia precisa para a conquista e democratização do poder do Estado pelo PT. Como evitar a oposição inerente à burocracia do estado contra os governos progressistas? Como tratar a transformação do Judiciário, hoje uma força política sem controle social e profundamente comprometida com interesses conservadores? E a mídia, qual o melhor caminho para romper o monopólio e democratizá-la?

A oportunidade do amplo debate que surge com a realização do 6o. Congresso não pode ser desperdiçada. Mobilizar os (as) milhares de militantes envolvê-los (as) numa participação efetiva, que não seja apenas depositar o voto na urna, mas convidá-los (as) ao debate, à reflexão e à crítica – esta será a garantia de retomar o rumo de construção de um Partido, socialista, democrático e de massas. Este amplo processo é que pode garantir a constituição de uma direção partidária sintonizada com a base, que signifique, de um lado, o fim do imobilismo e da burocratização, e, de outro lado, a mobilização unitária para reunir forças, com movimentos sociais, populares, partidos de esquerda e democratas em geral para derrotar os golpistas, barrar as contrarreformas e conquistar eleições diretas já.

O futuro do PT depende de nossa capacidade de refazê-lo, reorientá-lo e de nos reencontrarmos com sua base social.

Durante os 13 anos que o PT governou o Brasil, com Lula e Dilma, o País sofreu transformações profundas, principalmente nas condições de vida do povo. Deixamos um legado histórico incomparável que nos credencia a pleitear, com um novo programa democrático-popular, o retorno ao governo do País através de eleições livres e diretas.

O Congresso é, também, a oportunidade para promover mudanças organizacionais e consolidar uma direção que leve em conta a diversidade partidária, diversidade cultural, regional, de gênero, diversidade étnica e racial e de orientação sexual, oferecendo substância política e ideológica ao coletivo partidário.

É ainda o momento para a elaboração de um balanço e uma síntese programática que reponha na ordem o dia a necessidade de reformas democráticas e populares, a exemplo das reformas tributária, urbana, da reforma do Estado, do sistema político-eleitoral, democratização da mídia, e reforma agrária. Esta última, aliás, entendida não apenas como meio para a democratização do acesso à terra, mas como fundamento de uma política econômica inclusiva e soberana com o controle sobre os recursos naturais e as riquezas produzidas.

Finalmente, uma tática precisa para atuar na conjuntura complexa e movediça dos tempos atuais no País, mas igualmente com diretrizes de atuação internacional, onde sobrelevam os conflitos, a hegemonia dos projetos neoliberais e as ameaças à paz mundial.

P.S. Este é o último artigo semanal que escrevo como presidente do PT, pois encerro o mandato no próximo dia 3 de junho, quando da eleição do (a) meu (minha) sucessor (a).

Rui Falcão é presidente nacional do PT

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