Gleisi faz primeiro discurso no Senado como presidenta do PT

A presidenta nacional do PT Gleisi Hoffmann (PT-PR) discursou na tribuna do Senado nesta segunda-feira (5). Foi o primeiro discurso da senadora e líder do PT no Senado após a sua eleição, que ocorreu no 6º Congresso Nacional do PT no último sábado (3).

“Subo nesta tribuna com muita responsabilidade e muita alegria porque tive a honra de ser eleita presidenta do PT”, afirmou a senadora. Em seu discurso, ela ressaltou algumas resoluções aprovadas no Congresso, como a decisão de que o PT não apoiará o colégio eleitoral e as eleições indiretas.

“Nós em 1985 não fomos ao colégio eleitoral para votar em Tancredo Neves quando era para romper uma ditadura, por que iríamos agora que é para manter um golpe? Não tem possibilidade, e parem de plantar verde para colher maduro, porque não vai acontecer. Ninguém neste partido está autorizado a falar diferente ou a articular diferente do que foi definido neste 6º Congresso. Isto é bom que fique claro: O PT não participará do colégio eleitoral. não dará condições de legitimidade a colégio eleitoral. Porque quem vai ganhar aqui, se tiver colégio eleitoral, é para dar continuidade a essas reformas contra o povo brasileiro.”

A presidenta lembrou também do apoio do PT a uma Assembleia Constituinte, e do apoio à antecipação das eleições de 2018.

A senadora saudou o ex-presidente nacional do PT, Rui Falcão, que deixou o cargo no sábado após seis anos de mandato. Também fez uma saudação ao senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que disputou o cargo com ela neste 6º Congresso. “É um senador combativo, com quem eu tenho muito orgulho de militar nesta Casa. A caminhada do senador Lindbergh comigo só engrandeceu ainda mais o PT”, afirmou.

A senadora também denunciou a perseguição ao ex-presidente Lula. “O que fazem com Lula não tem paralelo neste país. É uma coisa abominável. É um julgamento e condenação sem processo legal”, diz ela. Segundo a senadora, toda essa perseguição tem o objetivo de retirar o ex-presidente da disputa eleitoral pelo voto popular.

“Se impedirem Lula de concorrer em 2018 não vai ser uma eleição, vai ser uma fraude, porque aí será uma eleição de cartas marcadas”, afirmou.

Por fim, a senadora reafirmou que o PT  saiu deste congresso comprometido com a radicalização da democracia e com as lutas sociais. “O PT que saiu desse congresso é um PT comprometido com a radicalização da democracia, com o empoderamento de sua militância, em fazer aliança com os setores progressistas e populares de esquerda na sociedade e sobretudo de lutar ao lado dos movimentos sociais contra as reformas”, disse.

Fonte: Agência PT de Notícias

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