A resposta para um dia trágico é a permanência da luta

Em mais um capítulo do golpe contra o povo, iniciado ainda em 2016, o Supremo Tribunal Federal marcou o 4 de abril de 2018 como mais um dia da ruptura com a democracia. Após 10 horas de julgamento, por 6 x 5, os ministros da Corte deram aval para que Lula, alvo de perseguição política e de um julgamento criminoso feito pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) – no processo do chamado triplex do Guarujá –, pudesse ser preso antes mesmo que se esgotassem os recursos que comprovem sua inocência, negando o próprio texto constitucional. Um prato cheio para os reacionários de plantão, que proliferam a cultura do ódio, entoando o anti-petismo.

Manifestações de diversas figuras da esquerda brasileiras convergiram na avaliação de que a decisão do STF foge completamente do combate à corrupção e à impunidade para se aliar aos setores que têm interesse na acumulação da renda, na entrega de das riquezas naturais ao capital estrangeiro e no enxugamento dos direitos sociais e trabalhistas.

Pelo Twitter, a deputada Jandira Feghali‏ (PCdoB/RJ) disse que “é desolador assistir tamanho rasgo em nossa Carta Magna, ao vivo, diante de todos! Foram 10 horas de um julgamento pressionado pela elite brasileira, grandes corporações e a Grande Mídia, onde o conservadorismo e o ódio deu o tom”.

“A decisão que o STF tomou, de não conceder o habeas corpus, significa que o Supremo não está acovardado, mas envolvido completamente com o golpe”

Rodrigo Rodrigues, secretário-geral da CUT Brasília

Pela mesma plataforma, o deputado Paulo Pimenta (PT/RS) declarou: “A chicana jurídica engendrada por Carmem Lúcia, Fachin e Barroso, entrará para história como uma das ações mais perversas e indignas do STF em todos os tempos. Será lembrada como um gesto de covardia extrema com objetivo de perseguir Lula, seu legado e seu futuro”.

Para o secretário-geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, “o STF mostra que a fala do Jucá, quando o golpe estava sendo construído, se concretiza. A decisão que o STF tomou, de não conceder o habeas corpus, significa que o Supremo não está acovardado, mas envolvido completamente com o golpe”.

Guilherme Boulos, dirigente do MTST e pré-cadidato à presidência da República pelo PSOL, declarou nas redes sociais: “Ao que parece, a maioria do STF se acovardou e cedeu a chantagem do comandante do Exército. Se de fato confirmar uma prisão política e sem qualquer prova de crime, o Supremo se apequenará diante da História. Capítulo lamentável do declínio democrático brasileiro”.

“Se eles acham que por usarem togas, paletós ou fardas poderão desconstruir o Brasil de Lula, estão muito enganados”

Rodrigo Britto, presidente da CUT Brasília

Se por um lado há indignação, por outro, a militância que se manifestou em defesa de Lula e da democracia mostra coragem para dar continuidade à luta em defesa dos direitos conquistados. E assim, não deixem morrer a esperança de um Brasil melhor.

“Não é a primeira e nem será a última vez que os interesses de uma minoria traiçoeira e perversa tenta apequenar as conquistas e os direitos do povo brasileiro. Se eles acham que por usarem togas, paletós ou fardas poderão desconstruir o Brasil de Lula, estão muito enganados. Nós estamos mais fortes do que nunca. Nós vamos continuar a nossa luta e eles nunca poderão nos calar”, disse o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto.

“A hora é de mobilização e luta para derrotar o golpismo. O povo brasileiro não assistirá calado a prisão da maior liderança política desse País. Queremos Lula livre e o Brasil de volta. Chantagens e ameaças não vão arrefecer nossos sonhos de liberdade!”, afirmou pelo Twitter a deputada Erika Kokay (PT/DF).

A presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, afirmou que “nós não vamos assistir, mansamente, a prisão do nosso líder”. Em nota publicada na noite dessa terça, o partido afirmou que “o povo brasileiro tem o direito de votar em Lula”. “O PT defenderá esta candidatura nas ruas e em todas as instâncias, até as últimas consequências. Quem tem a força do povo, quem tem a verdade ao seu lado, sabe que a Justiça ainda vai prevalecer”, diz trecho da nota.

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Fonte: CUT Brasília | Foto: Paulo Whitaker/Reuters

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