Por Lula Livre, Brasília reforça resistência democrática

Nas ruas de todo o país, onde a história da classe trabalhadora foi e continua sendo construída, ecoaram os gritos da militância de esquerda em defesa de Lula e da democracia, nesta sexta-feira (6/4). Em Brasília, o ato foi realizado na Praça Zumbi dos Palmares, em frente ao Conic, e reuniu trabalhadores e cidadãos dos mais variados segmentos sociais.

Veja mais fotos do ato desta sexta (6) na Praça Zumbi dos Palmares aqui

“Defender Lula significa defender o Estado democrático de direito; é defender um projeto de sociedade onde caibam todos os cidadãos e cidadãs brasileiros, independente da região do país, independente de sua classe social; é defender os direitos trabalhistas, é defender o direito à aposentadoria; é defender o direito a uma vida digna; é defender uma Nação onde cada cidadão e cidadã sejam respeitados, tenham igualdades de oportunidades e direitos. Defender Lula é defender um futuro decente para o nosso povo”, disse novamente o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto.

Bandeiras, faixas, música e muita resistência regeram a manifestação realizada na Praça Zumbi dos Palmares. O vermelho estampava as camisetas dos presentes. Nem mesmo a chuva que caíra minutos antes foi capaz de esfriar os ânimos dos militantes. O grito “Lula guerreiro do povo brasileiro” podia ser ouvido de longe.

Nesse entusiasmo, aos 60 anos, Maria de Fátima de Morais não mediu esforços para dizer NÃO ao retrocesso democrático. Natural do Rio Grande do Norte e moradora de Brasília há 44 anos, Fátima conta que tem muitos parentes que foram beneficiados pela gestão de políticas públicas do governo Lula. “Defender Lula é defender o próprio Estado democrático de direito, a nossa democracia tão frágil. A prisão de Lula mostra que qualquer um de nós pode ser vítima de um processo de exceção”.

Elias Borges, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), aponta que o momento exige unidade. Para ele, a prisão de Lula é um atentado à democracia.

“A prisão é arbitraria e sem provas. Se querem ganhar eleições, que seja nas urnas e não privando o candidato do povo de concorrer. A Contag esteve e estará na luta pela defesa da democracia. Continuaremos juntos, trabalhadores rurais e urbanos. De forma alguma deixaremos que isso seja rompido”, afirmou.

Da Praça Zumbi dos Palmares, os manifestantes seguiram para a rodoviária do Plano Piloto e, de lá, foram em marcha até à sede da Rede Globo. “A verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura”, diziam eles em frente à emissora que patrocinou não só o golpe de 64 como também o de 2016, que desemboca agora na tentativa de prisão de Lula.

O secretário de Finanças e Administração da CUT Brasília, Julimar Roberto, reafirmou que “a Central Única dos Trabalhadores continuará nas ruas, na luta intransigente em prol da democracia e pelo direito do povo de escolher seu governante.”

“Hoje, temos um parlamento que não representa mais o povo. Representa apenas os interesses do setor financeiro. Prender Lula é atacar a democracia, é rasgar a constituição”, finaliza.

Atos pelo país

Não só na capital do país, mas em todo o Brasil, as manifestações em defesa de Lula e da democracia explodiram após o juiz federal Sergio Moro expedir o pedido de prisão Lula. Em São Paulo, em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, ocorre a maior delas. Militantes de esquerda de diversas partes do país se dirigiram ao local onde se encontra o presidente, e ficarão lá em vigília por tempo indeterminado.

A secretária de Meio Ambiente da CUT Brasília, Vanessa Sobreira, é uma das milhares de pessoas que percorreu centenas de quilômetros para mostrar solidariedade à Lula e defender a democracia.

Para ela, a prisão de Lula é “arbitrária, para tirá-lo do processo eleitoral, por saberem que ele é a única chance de reverter os retrocessos que estão sendo impostos ao povo brasileiro”.

Por volta das 15h desta sexta-feira (6/4), teve início uma assembleia em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos de SBC, marcada pela unidade das esquerdas, pela emoção e pela determinação de não deixar que se desmantele a jovem democracia brasileira. O presidente Lula não falou, apenas acenou da janela do Sindicato para a multidão solidária e corajosa.

O prazo de Moro para que Lula se apresentasse à Polícia Federal de Curitiba terminou às 17h desta sexta. Como desejado pela militância de esquerda, Lula se recusou a aceitar um processo que pode ser intitulado, no mínimo, como injusto e parcial.

Veja mais fotos do ato desta sexta (6) na Praça Zumbi dos Palmares aqui

Fonte: CUT Brasília

Anúncios

Deixe um comentário ou enviei um e-mail para: auldf13@gmail.com

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s