Acampamento Lula Livre se instala no Nilson Nelson e conta com doações

Iniciado na última quarta-feira (10/4), o Acampamento Lula Livre concluiu o processo de instalação nesta quinta-feira (12/4). Após negociação com o GDF, foi decidido que o os manifestantes ficarão em frente ao Ginásio Nilson Nelson. O acampamento é organizado pelo Campo Unitário, que engloba movimentos e entidades ligados ao campo, como o MST e a Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares).

“Estamos vivendo um golpe contra a classe trabalhadora do Brasil. Desde o impeachment da presidenta Dilma até a condenação do presidente Lula. Isso tudo faz parte do grande golpe. Desde então, os trabalhadores estão perdendo direitos, com a reforma trabalhista, com a tentativa da reforma da Previdência”, afirma o secretário de Política Agrária da Contag, Elias Borges. Para ele, “esse acampamento faz parte da resistência da classe trabalhadora contra a perda de direitos, contra o retrocesso e contra a condenação ilegal do presidente Lula”.

De acordo com o MST, cerca de 400 integrantes de movimentos sociais oriundos do DF, GO, TO, BA e MG já estão no local. Outros participantes deverão integrar o acampamento nos próximos dias e amplificar os gritos em defesa de Lula e da democracia.

“Não temos dúvidas que esse recorde de mortes é causado devido a impunidade, fortalecida com o golpe de 2016”
Marcos Baratto – MST

O Acampamento Lula Livre também compõe a Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária, do MST. Em 2018, completam-se 22 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás. Nessa terça-feira (10), ocupações de terra em todo país deram o ponta pé inicial na Jornada que tem como lema “Eldorado dos Carajás – 22 anos de impunidade: Reforma Agrária e Lula Livre já”.

“Só no ano de 2017, foram mais de 65 mortes de camponeses, segundo a Comissão Pastoral da Terra. Não temos dúvidas que esse recorde de mortes e causado devido a impunidade, fortalecida com o golpe de 2016”, diz Baratto.

O dirigente do MST também explica como a pauta em defesa de Lula e da democracia e a Jornada Nacional de Luta dialogam. “Esse movimento de ódio, de retirada dos direitos dos trabalhadores dialoga diretamente com o assassinato dos trabalhadores do campo, com a ausência da reforma agrária, das políticas públicas para o campo. Hoje a população camponesa está com sérias dificuldades não só nos acampamentos constituídos, mas também nos assentamentos. A reforma agrária saiu da pauta e, ao mesmo tempo, a violência do agronegócio no campo aumenta, conectada com a violência contra a ideia da esquerda. Hoje, eles (a direita) pregam a violência contra nós, dizendo que tem que armar os ruralistas para matar os sem terra e, ao mesmo tempo, na prática, eles matam os sem terra nas áreas rurais do Brasil.”

Doações são bem-vindas

Foi laçada uma campanha de doações de alimentos para suprir as necessidades dos acampados em Brasília. Itens como arroz, feijão, carne, legumes, verduras, macarrão e vários outros poderão ser deixados em uma tenda específica no acampamento. Quem não puder ir diretamente ao local, tem a opção de fazer a doação em dinheiro, que será convertido em alimentos. Neste caso, a pessoa interessada deve acessar o site www.vigilialulalivre.pt.org.br e seguir o passo a passo para doação.

O coordenador do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), Bruno Pilon, também lembra que sindicatos, agremiações e outros grupos podem ser centros de captação das doações de alimentos. Neste caso, os responsáveis por cada entidade levariam as doações até o acampamento.

“Toda forma de doação vale a pena e é muito bem-vinda. As doações são uma forma da gente fortalecer a luta neste momento histórico”, diz Pilon.

Fonte: CUT Brasília, com informações do MST

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